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Águas da transposição do São Francisco seguem pelo Sertão e movimentam rios e balneários; redução no volume de Engenheiro Avidos preocupa ribeirinhos

Transposição movimenta rios do Sertão, mas queda de 42 milhões de m³ no açude Engenheiro Avidos preocupa ribeirinhos

06/11/2026 às 09h14 Atualizada em 06/11/2026 às 09h32
Por: REDAÇÃO Fonte: blogdofurao com informações do Gazeta do Alto Piranhas
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Águas da transposição do São Francisco seguem pelo Sertão e movimentam rios e balneários; redução no volume de Engenheiro Avidos preocupa ribeirinhos

A chegada das águas da transposição do Rio São Francisco continua provocando mudanças no cenário hídrico do Sertão paraibano. Em Cajazeiras e municípios vizinhos, o fluxo que percorre rios e reservatórios tem garantido água corrente em importantes cursos d’água, favorecendo o abastecimento de propriedades rurais, a irrigação de pequenas lavouras e até o movimento de balneários nos finais de semana.

As águas entram na Paraíba pelo açude de Morros e seguem para o reservatório de Boa Vista, em São José de Piranhas, após atravessarem os túneis Cuncas I e II, vindas do Ceará. Na sequência, chegam ao açude Caiçara, em Cajazeiras, de onde são direcionadas para o açude Engenheiro Avidos e também para o ramal do Apodi.

O percurso mantém o Rio Piranhas com um volume expressivo de água corrente, situação que também beneficia os rios Patamuté e Tamanduá. Ao longo desses cursos d’água, moradores e proprietários rurais aproveitam a disponibilidade hídrica para atender às necessidades de suas propriedades e desenvolver pequenas atividades agrícolas. O cenário também tem atraído frequentadores aos balneários instalados às margens dos rios.

Redução no volume do Engenheiro Avidos gera preocupação

Apesar do cenário de maior circulação de água na região, a situação do açude Engenheiro Avidos, localizado em São José de Piranhas e responsável pelo abastecimento de grande parte de Cajazeiras, tem despertado preocupação entre os ribeirinhos.

Moradores que vivem no entorno do reservatório voltaram a denunciar uma suposta liberação excessiva de água, alegando que o volume liberado estaria sendo superior ao que chega ao manancial. Segundo os relatos, essa diferença estaria provocando uma redução gradual no nível do açude, com possíveis consequências para o abastecimento humano e animal, a irrigação e a atividade pesqueira.

Os números ajudam a dimensionar a situação. Em julho deste ano, o Engenheiro Avidos acumulava pouco mais de 171 milhões de metros cúbicos de água, o equivalente a aproximadamente 58% de sua capacidade total. Atualmente, o volume caiu para cerca de 129 milhões de metros cúbicos, correspondente a 44%.

A diferença representa uma redução de aproximadamente 42 milhões de metros cúbicos em poucos meses. Com capacidade máxima de 293,6 milhões de metros cúbicos, o reservatório segue sendo uma das principais referências hídricas para Cajazeiras e região.

O contraste entre a água que percorre os rios sertanejos e a diminuição do volume armazenado no Engenheiro Avidos mantém em evidência a necessidade de acompanhamento das operações de liberação e distribuição dos recursos hídricos, especialmente diante da importância do manancial para a população e as atividades produtivas da região.

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